Damn. Estou tão cansada, mas finalmente as provas acabaram. Talvez meus pensamentos estejam sincronizados com os do meu namorado, pois ele só me ligou no fim de semana, sem me atrapalhar nos estudos.
Sexta fui visitar o Carrapatu - que anda meio tarado por sinal - não fizemos nada demais, ficamos mais tempo ocupado assistindo a
galinha subserviente e ouvindo uma rádio dance no
launch. Fiz uma rádio para mim, mas definitivamente só eu vou ouvir, afinal de contas, não tem ninguém que conheça fã de techno com metal melódico, passando por world music, musica clássica e até um pouco de indie rock (!)
Ontem saiu uma matéria no jornal O Dia falando sobre a volta das matinês no Tijuca. A questão não é essa. O mais legal foi a descrição das roupas usadas pelos adolescentes na época. Isso relembrou os tempos que a minha irmã ia para a "Know-how", uma danceteria em Bangu. Era absolutamente tudo para ela. As (milhões) de voltas com as amigas no Largo de Bangu era a sensação. Você, criança, achava aquilo tudo muito chato, queria mesmo era ficar no escorrega e disputar - muitas vezes aos tapas - o balanço. Mas sua irmã insistia para que você bancasse o pombo-correio levando um bilhetinho para o 'surfista gato' sentado com os amigos e rindo tal qual um retardado. E lá ia você ajudar a sua irmã. Claro, com uma recompensa depois, fosse meia hora de balanço ou um baita cheeseburger com coca-cola na garrafa (290 ml, alguém lembra?). Conforme o trabalho cumprido - vide a cara de retardada feliz da sua irmã, combinando direitinho com a do 'surfista gato' - era a hora da recompensa. E não sossegaria até recebê-la. Como sua irmã queria paz e beijo na boca, ela não demoraria a ser paga. E era assim, até a seus pais aparecerem de carro para buscá-las. Lá ia você, feliz da vida e bucho cheio, aninhada no colo da mamãe, afinal de contas 'já passam das dez, tá na hora de voltar para casa' e sua irmã implorando por 'só mais uns minutinhos'. Pedido negado, telefones anotados e terminava assim a sexta à noite de uma adolescente e uma criança.
É tão bom ser a filha mais nova.
Mudando radicalmente de assunto: enquanto aqui '
Everytime' é novidade, lá nas terras estrangeiras a Britney Spears já lançou mais um single, com mais um clipe "estarrecedor". É '
My prerrogative' (me corrijam se estiver errada), cujo clipe ela faz um strip para o namorado antes de se casar. Ouvi a música, achei muito fraquinha, no nível de '
Ooops, I did it again'. Achava que a Britney finalmente havia crescido e a sua sonoridade também. Muito pelo contrário. Não adianta, '
Toxic' vai ser a melhor música da carreira dela. Podem falar 'ah, mas é pop, Britney é ridícula, blá blá blá'. Também não gosto dela, acho-a uma puta oportunista (nos dois sentidos), mas esse último CD dela parecia ser um pop competente. Parecia. Nem o clipe é legal.
Já a nova da Cristina Aguilera, '
Car Wash', com a Missy Elliot, é bem melhor. É pop com hip-hop, nada muito ofensivo ou diferente, mas realmente gostoso de se ouvir. Se rolasse um embate musical (não um
gossip fight), Christina iria sair na frente, ela está dando um direcionamento legal ao som dela. Ah, essa música está no filme 'Espanta tubarões', que estréia neste fim de semana.
Banda recomendada no momento: Opeth. Death Metal Melódico com muita qualidade. Lembra um pouco In Flames, mas tem identidade própria. Pretendo comprar um CD deles assim que puder.
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