Amor de Longe <body>

Junho 27, 2006
Meu primeiro dia dos namorados
(e o mais bizarro)


Muito, mas muito atrasada, resolvo mencionar algo sobre este dia. Em vez de falar sobre o amor, data capitalista e outra pieguice qualquer, vou contar como foi o meu primeiro dia dos namorados. Porém, vou situar um pouco vocês.
Como já dito antes aqui, namorei um menino mais novo do que eu. Ele tinha 12 e eu 13. Conheci o indivíduo quando nos preparávamos para fazer a primeira comunhão. Sim, soube que ele era mais novo antes de beijá-lo, mas tudo bem, acreditava na possibilidade de dar certo. Só tinha um detalhe agravante: Rêmulo ainda estava na sexta série, enquanto eu já estava no primeiro ano do ensino médio. É sabido, a maioria das garotas gostam de se comportarem como adultas. Imagine uma adolescente ingressa no ensino médio? Onde todos beijavam, bebiam, fumavam, fodiam e eram livres para fazer o que desse na telha (ao menos eu pensava assim - visão destruída em menos de 3 meses). A distância entre as idades virou um abismo.
Ele não se cansava de fazer gracinhas sobre a minha aparência (sem se olhar no espelho, lógico) e agir como um palhaço. Em menos de dois meses, a minha paciência saturou, mas não tinha a cara de terminar com ele. Sei lá como se terminava com alguém! Então fui aturando o pobre...até o fatídico dia dos namorados.
Aqui entra uma observação: quando era adolescente, meu pai me dava bastante dinheiro. O que dava margem para alguém acreditar em uma suposta riqueza minha. Não, eu não era pobre, sempre tive vida confortável - até o segundo governo do FHC. Aí eu virei uma neo-pobre. Mas isso é assunto para um outro post.
Então, o Rêmulo acreditava que eu era rica. Sim, tinha mais dinheiro do que ele, porém isso não significa ausência de contas para pagar. Tá, tá, tá, estava pagando a assinatura da Marie Claire e da Querida, e daí? O dia dos namorados se aproximava e perguntei a ele o que queria de presente. O indivíduo fala de "uma bola de futebol de couro". Enquanto eu queria um CD do Legião Urbana (ah porra, dá um desconto, eu tinha 13 anos)! Lembro de ter avisado para ele sobre o atraso do presente - a prestação (última, por sinal) era no dia 15.
É chegado o malfadado dia. O ser apareceu na minha casa e me deu o presente: uma blusa de manga preta, com o PIU-PIU na frente. Meu, a blusa foi comprada na feirinha*! Ele descrevendo a blusa como ideal para mim foi o ápice...peguei o presente, fui para o quarto e gritei. Gritei até a minha mãe perguntar o que aconteceu e eu ter que disfarçar. Mas o espetáculo foi quando eu relembrei do atraso da bola... o rapazinho fez um SHOW. Bateu o pé no chão e tudo. Em cada 5 minutos mencionava a porra da bola. Eu? Dava de ombros e dizia que iria comprar na semana seguinte.
Na hora de ele ir embora, solta a bomba:
- Podemos ser apenas amigos?
- Não.
- Mas por quê?
- Porque não!
- Mas do Valmir** você queria ser!
- Ele é legal.
- Mas e o meu presente?
O cara teve a falácia de perguntar sobre a bola de couro! Estava terminando comigo e o óleo de peroba estava em falta justamente nesse momento! Aí eu abri um sorriso e disse:
- Não tem problema. Devolvo o teu.
O bicho saiu pisando duro de tanta raiva! Fiquei tão feliz que liguei para TODOS os meus amigos avisando sobre o fim do meu relacionamento.
O Rêmulo então entrou para o meu livrinho de histórias como o garoto mais novo que queria dar o golpe do baú na namorada. Pode? Ai, ai...é muito ser estranho nesse mundo.

* Não tenho nada contra a produtos comprados na feirinha. Tenho pavor é de coisa feia.
** Procure os meus arquivos, você vai saber quem é.
4:38 PM| ------------------------------------------------------------- |
Junho 19, 2006
Imune à Alemanha


Não, não estou imune aos encantos da Alemanha e suas bandas (Michael, te odeio), e sim a famigerada copa do mundo. Enquanto todos falam de copa do mundo, de Brasil e da gordura do Ronaldo (meu primeiro post citando o nome desse cidadão em, o quê? 4 anos de blog), passo quase incólume por aqui na Noruega. Quase.
Mesmo sem seleção na copa, aqui na Noruega pipocam os programinhas especiais sobre o mundial na Alemanha e tem transmissão de jogos - para o meu azar, estragando a programação já fodida com a greve dos jornalistas da NRK (assunto a ser abordado depois, favor me lembrar). E nem tem como eu escapar, pois não tenho TV a cabo - gerando a questão "eu tenho sina de pobre ou é impressão minha". A única emissora livre dessa praga é a TVNorge...mas como castigo pouco é bobagem, a emissora tem uns programinhas de doer o estômago. É "Bachelor", "Sjarmørskolen", "Monster Cars"...e você fica com cara de cu e se maldizendo pela procrastinação de se cadastrar na locadora a menos de 100 m da tua casa.
Ao menos a quantidade de vizinho babaca é baixa - ao menos nas minhas redondezas. Tudo bem, Maffesoli já explicou que tem países "com uma aura diferente", atraindo a atenção das pessoas, como o Japão e o Brasil (ah, quer mais detalhes? Vá ler "O Tempo das Tribos" e está ótimo), mas CUSTA fugir das perguntinhas cretinas e idéias pré concebidas do fato de eu ser brasileira? Não, amigo, cago e ando se o Ronaldo está gordo; não, não sei a diferença entre o estilo do Pelé e do Maradona; sim, quero que o Brasil perca porque eu torço para homem bonito e não, não faço a menor idéia de quanto foi o jogo.
Juro que tentei "embarcar no trem" da torcida da seleção. Não dá, sou sem talento para essas coisas. Fui para o Dr. Livingstone acompanhar a partida (junto de dois amigos meus). Até encontrei gente do orkut, porém...meia hora de gente se esgoelando por cara que ganha milhões e você só gasta com eles, NÃO CONSIGO. Fui para casa assistir o fim de Desperate Housewives, muito mais interessante.
O mais legal é ver a onda de patriotismo ir por água abaixo depois da copa. Mais uma vez, isso é assunto para oooooutro post.
3:55 PM| ------------------------------------------------------------- |
Junho 11, 2006
Vendo: http://www.youtube.com/watch?v=0uYmv3ZatRs
Fredrikstad: a viagem


Fui para Fredrikstad mais uma vez, afinal de contas não jogo mais no time das solteiras...sim, se fizer uma piadinha a respeito, eu te dou um cascudo. Foi tudo muito bom, foi tudo quase bem. O quase eu vou começar a explicar...
Cismei em tentar aprender a dirigir. E intimei o meu namorado a me ensinar. Sim, já tinha feito umas gracinhas com o carro da minha mãe, mas já tinha mais de um ano. E resolvi botar a mão no volante já tarde da noite...
Já deu para imaginar o que aconteceu, né? Tá, enquanto eu estava só nas voltinhas, tudo bem...a prova de fogo foi quando peguei a estrada. Aqui entra um detalhe: meu namorado não é um poço de paciência, nem um professor dedicado. Esse quadro, misturado com a minha inexperiência, me ajudaram a enfiar o carro em uma vala seca. Sim, o carro despencou um metro em uma vala seca. Não sei como consegui isso, entrei em pânico e não freiei (ou freei? Dúvida crudelíssima) na hora certa.
Não, o carro só sofreu uns arranhões e o para-choque ficou torto. E meu ex não dá a mínima para o carro, mas já avisou que na chopper dele, eu, só de carona. Dia desses eu ponho a foto do acidente para vocês me verem.
E nem pensem em me zoar, duvido que você tenha nascido um ás do volante, tá?
12:43 PM| ------------------------------------------------------------- |