Amor de Longe <body>

Julho 29, 2006
A(s) pior(es) festa(s) da minha vida - Parte três


Quando eu tinha por volta dos 12, 13 anos, caí na balela de acreditar que bairro no subúrbio são legais. Ah, oras, dêem um desconto, as minhas amizades se encontravam todas aqui. E sempre rolavam as tais festinhas, mencionadas no texto anterior...
Mas vamos ao ponto. Era época de férias, não lembro muito bem se em janeiro ou julho - acho que era janeiro, surgiu o convite para uma festa na casa de um dos "playboys" do bairro. Vocês se perguntam "como alguém com 12 anos poderia ser chamado para uma festa de "adultos"?" Minha irmã conhecia o dono da festa e estava a fim de um amigo dele. Nisso, minha amiga Fabiana e eu já nos empolgamos, afinal de contas foi minha irmã quem nos convidou - ou seja, a entrada era garantida. A empolgação para a festa era enorme, ainda encontramos uma amiga minha do colégio e confirmou a presença dela.
Era chegada a hora da festa. Muito antes da era fotolog, minha irmã, eu e minha amiga posamos para fotos (tenho-as até hoje, mas vocês acham que eu vou mostrar? Nem morta!) e fomos embora. A casa do fulano ficava a umas cinco ruas depois da minha. Ao chegarmos lá...bem, a festa era no quintal, só tinha cerveja (não, nem água tinha. Também, era festa de "adulto") e só tinha uma cadeira. Enquanto a minha irmã ficava de chamego com o cara, Fabiana e eu disputávamos quem ia sentar na cadeira, batíamos na casa do dono da festa para pedir água (e a família dele olhando para a gente com cara de cu mal lavado) e tentávamos comer alguma coisa (para variar, não tinha nada para comer). Só tocava um tipo de música - funk e a minha amiga, esperta toda vida, deu cano. Tudo o que queríamos era ir para casa, mas minha irmã não. Sabe, festa ruim é complicado, ficar de candelabro então... Mas para o meu alívio, as pessoas começaram a brigar, o dono da festa pediu calma e minha querida irmã se tocou que era hora de ir embora.

Moral da história: quando a festa for no Jabour, tenha a certeza que nenhum dos teus vizinhos vão (ô maldade a minha...)
9:29 AM| ------------------------------------------------------------- |
Julho 20, 2006
A(s) pior(es) festa(s) da minha vida - Parte dois


Não chega a ser uma festa, na verdade foi daqueles "festivais de rodeio" que fizeram um extremo sucesso lá no meio dos anos 90. Mas foi ruim mesmo assim.
O ano exato, não me recordo, talvez em 1996*. A atração? Negritude Junior. A autora da idéia de assistir? Minha queridíssima mãe, que não tinha coragem de me deixar sozinha em casa e nem pedir para ninguém tomar conta de mim. Também não me manifestei contra, naquela época eu era mais loser e meu conhecimento musical se resumia em poucos artistas como Cyndi Lauper, Enya, Pink Floyd, Deep Forest e Marisa Monte. A chance de eu assistir um show deles era zero, claro. Então, fodida, fodida e meio.
Ao chegarmos no local - Itaguaí, percorremos todas as "atrações" oferecidas. A vantagem dessa "festa" para a anterior é a abundância de comida. E boa. Claro, teria que morrer na bagatela de R$2,00, mas e daí?
O show custava uns R$15,00 (muito caro para a época), mas mesmo assim encheu. A minha mãe teve a brilhante idéia de ficar atrás da torre da mesa de som. No momento a sugestão foi imbecil, mas depois eu entendi o porquê. Começou a apresentação e eu lá, com cara de paisagem. Durante o concerto meditei sobre o meu gosto em relação a música e defini: Negritude Junior NÃO. Porém o pé já estava na lama.
E eis que começou briga aqui, briga acolá...até o Netinho se pronunciar. Minutos depois, o show acabou e começou o desespero. Pois sim, sabe se lá quantas pessoas foram assistir aquilo, mas o local não comportava o número todo. E, para piorar, quase todos tiveram a mesma idéia de "esperar os outros irem embora". Quando foi "a nossa vez", a multidão separou o nosso grupo. Ficou a amiga da minha mãe e eu, enquanto o resto estava a uns 10 metros de distância. Sim, conseguimos sair e nos encontrarmos. Mesmo assim, o marido da amiga em questão, resolveu fazer frete com a Van dele. Eu, coitada, já não tinha mais alma, mas era carona, fazer o quê?
No final das contas, ainda perdi uma suposta aparição fantasmagórica perto da minha casa.

E eu me pergunto: que raios tinha eu na cabeça para aceitar esse programa de índio?

* Ah, anos 90...as piores festas da minha vida se encontram nessa década.
7:21 PM| ------------------------------------------------------------- |
Julho 16, 2006
Momento Homem é tudo palhaço


Rapaz mostra algumas fotos para a moça. Eis que surge uma foto de um par de peitos de fora. A moça pergunta "quem é". O rapaz responde:
- Ah, é uma amiga minha.
Moça fala:
- Amiga sua? Ah tá, uma das garotas que você comeu.
- Não, eu nunca transei com ela na verdade!
- Aham. E eu sou uma empada.
Para que mentir, cacete? Nem quando a moça é bem dada vai distribuir fotos com as peitcholas de fora, assim, do nada. Os dois já tiveram um relacionamento, mas ficou no passado e só restou a amizade. Repito a pergunta: para que mentir, cacete? Vai ver o rapaz se acha o último brigadeiro da mesa e pensa que a moça vai sentir ciúmes...
Homem é tudo palhaço, mesmo.
2:43 PM| ------------------------------------------------------------- |
Julho 7, 2006
A(s) pior(es) festa(s) da minha vida


Inspiração bate nos momentos menos comuns... ontem estava tomando banho e comecei a refazer o meu currículo de festas. Não sou muito de festa (não confundam com sair à noite), mas já fui a algumas festas memoráveis. Tanto por ser boa, quanto ruim. Então aqui começa (talvez) a série sobre as comemorações mais bizarras que contaram com a minha presença.
Cerca de uns 8 anos atrás, estava eu na casa da Fabiana, quando a Raquel perguntou se queríamos ir para um aniversário de 15 anos da vizinha dela. Não tínhamos nada mais interessante na nossa "vida de adulta", então aceitamos. Fomos "meio penetra", digo "meio" porque conhecemos a aniversariante e ela nos deu permissão para ir, inclusive fomos no mesmo carro que ela.
Ao chegarmos no salão de festa, a menina indicou onde poderíamos sentar, enquanto ela recebia os convidados. Até aí, tudo bem. Eis que chegou uma Tia, daquelas beeem tiazonas; com um vestido de brim amarelo, todo abotoado e um CINTO MARROM, para finalizar a visão do inferno e vem argumentar que a tal mesa era dela. A gente falou para ela, a própria aniversariante indicou a mesa para nós, mas nada da velha desistir. Ela ficou EM PÉ, falando o tempo todo "mas essa mesa é minha", inclusive com outros familiares da garota. A mulher encheu tanto o saco que desistimos da tal mesa.
Logo depois constatamos a não existência de comida. Ao menos para quem estava em pé só tinha aquelas batatas apimentadas, frias, para "melhorar" a situação. Veio a hora da valsa (aquela música do Titanic), a hora da troca de sapato, o parabéns e o corte do bolo. A essa altura nós três já não tínhamos estômago, consumido pelo ácido estomacal. A nossa esperança se concentrava no bolo. Ficávamos disfarçando e cercando a mesa, tamanha a fome. Quando o garçom começou a servir, as minhas amigas contavam comigo para pegar um pedaço. O garçom olhou para mim, sorriu E PASSOU POR CIMA DE MIM COM A BANDEJA! O meu olhar foi de desespero... Aí a paciência foi por água abaixo. Pedimos a Raquel ligar para a mãe dela nos buscar. A Raquel ainda enrolou, queria ficar um pouco mais! Aaaaaaaaaaaaaaah, não!
Foi só a mãe da Raquel chegar e nos mandamos para uma pizzaria, às 3h da matina. O mais engraçado foi a aniversariante perguntar para a gente, no dia seguinte, se a festa estava boa.

Confesso, menti.
12:43 PM| ------------------------------------------------------------- |
Julho 4, 2006
Orgulho e tristeza



Minha amiga Tatiana, sofrendo violência policial por militar pela causa dos sem-teto*


*Foto retirada do jornal O Globo

Qualquer um sabe o como é importante ter alguém - ou algo - com quem você possa contar. Nada melhor do que ter bons amigos, certo? Tanto faz se a pessoa passou na tua vida por um mês ou dez anos. O importante foi o apoio.
Longe do meu país, morro de saudade dos meus amigos, principalmente aqueles que eram amigos de conversa - com cerveja ou sem. A Tatiana é um exemplar. Nos conhecemos na faculdade, viajamos juntas, gritamos juntas e mesmo com todas as mudanças em mim, nunca me deixou. Hoje só temos o MSN e SMS para contato, mas não canso de relembrar o quanto tenho orgulho dela.
A tristeza se refere ao falecimento de um ex meu. Ele era assim... você jurava que ele bebia e usava todas as drogas possíveis e impossíveis. Mas não, o danado era vegan. Sim, bebeu por muitos anos, mas agora era só água e refrigereco. Nunca teve muito dinheiro, ou acesso a universidade, o que não o impediu de ser uma pessoa fantástica. Há tempos eu não tinha contato com ele e quando soube, fiquei chateada. Não pude dizer tchau, nem nada! Independentemente disso, ele sabe do carinho que eu tenho por ele.
RIP, amiguinho...
11:57 AM| ------------------------------------------------------------- |