Amor de Longe <body>

Fevereiro 23, 2007
A(s) pior(es) festa(s) da minha vida - Parte quatro


O ano era 1998, estudava no primeiro ano do ensino médio. Quase todas as meninas da minha sala iriam fazer 15 anos, logo dá para imaginar a quantidade de festa (e de presente que comprei, claro) que eu fui.Uma delas me marcou de um modo muito peculiar, como vocês podem ver pelo título do post. Em vez de ficar enrolando, vou contar logo de uma vez como foi.
A garota era minha xará e andávamos juntas no mesmo grupinho. Não éramos tão chegadas assim, mas também eu não a odiava. Enfim, recebi o convite dela na sala de aula mesmo. Como eu morava em Senador Camará - sentido contrário da festa - combinei de ir com a minha amiga Fernanda e o namorado dela. Pronto, a festa já começava no negativo, pois detesto ser vela. O salão de festas indicado no endereço do convite ficava bem perto do nosso colégio. Um salão bonitinho, normal. A organização também. Estava tocando Backstreet Boys, tudo muito normal para o ano em questão. Até a cerimônia começar...
Quando começou, trocaram a música secular por hinos. Não, nada dos hinos animados, eram daqueles que davam vontade de cometer suicídio (ou ajudar o compositor/cantor a se matar). E lá vinha o blá blá blá típico de festa de debutante, junto com a pregação típica em festa de evangélico chato. Mas então veio ápice: o avô da garota iria cantar para ela. Tadinho do senhor...e lá foi ele cantando "Keeeeelly, você é a minha fRô, fRô da minha viiiiiiiidaaaaaa", completamente desafinado. Na hora, estava sentada com a Fernanda e o namorado dela. A Fernanda tem muitas qualidades, mas ser discreta NÃO faz parte da personalidade dela. Ela ria, mas ria MUITO ALTO. O namorado dela, de branco passou para vermelho, de vergonha e de vontade de rir. Para disfarçar, ele amassava e desamassava o guardanapo da mesa. Cara, que vergonha. A família da garota em um misto de vergonha e ódio, as outras colegas de colégio quase se escondendo debaixo da mesa por causa do mico da Fernanda (elas estavam na mesa do lado),eu, lá, com uma tremenda cara de trakinas (sim, o biscoito) sem saber o que fazer e a aniversariante sentada no "trono", completamente sem graça. Sim, a festa continuou depois do acontecido, porém dava para ver na cara da aniversariante o desespero dela, com a festa "arruinada" pela família.
As festas de debutante que fui, me inspiraram um bocado. Deram a idéia de NÃO fazer nenhuma festa que envolva vestidos, sapatinho de cristal e discursos.
7:31 PM| ------------------------------------------------------------- |
Fevereiro 20, 2007
5 on a Joyride - Cody Chesnutt


Sitting here thinking about yesterday
How we shared a laugh and played
How we celebrated oh my good news
Just me and you
Mmmm uuuuu

Black boy sits behind the cage
Among so many friends end of days
His true purpose is to show the world
Its truce to his big ideas
And sigh don¿t say another word
He says and smile

Come along for the ride
1,2,3,4,5 so many friends
Come along for the ride

Laughter you can bring
Say the first thing on your mind
And feel so satisfied

Come along for the ride
¿¿..on a joyride

Friday¿s giving birth to Saturday
And Sunday¿s left behind we¿ve sin
We¿ve been born again on our way to there
If we ever make it there
So many pretty lights in my eyes

Come along for the ride
1,2,3,4,5 so many friends
Come along for the ride

Do the waking just before
the singer and the big man
becomes history

Come along for the ride
Come along for the ride
Come along on a joyride

Depois de meses obcecada por esta letra, que não encontrava em lugar nenhum, finalmente achei! Essa música é do filme "Me and you and everyone we know", da Miranda July. Amo essa música, amo esse filme!
5:25 PM| ------------------------------------------------------------- |
Fevereiro 19, 2007
Hmmmm


Não sei não. Acho que estou apaixonada... estou ouvindo Justin Timberlake sem querer vomitar.
Ainda estou sem saber qual é o meu estado civil, oficialmente falando. Mas ando com ele para cima e para baixo.
Alto (as usual) e magro.

E como vai o carnival de vocês?
5:25 PM| ------------------------------------------------------------- |
Fevereiro 7, 2007
Momento Homem é tudo palhaço 3



Conheci o fulano em questão através da internet, em um site para quem ouve rock/metal. Ele foi puxando conversa, perguntou se eu era solteira, respondi que sim. Marcamos de nos encontrarmos. Ao chegar no local, constatei que ele era apenas alguns centímetros maior do que eu. Não sou muito exigente para homens, só duas coisas são imprescindíveis: ser alto e, no máximo, 10 anos mais velho. Ele não era nenhum dos dois. Respirei fundo e pensei "tudo bem, altura é só um detalhe". Ok, conversamos, conversamos, conversamos...ainda não era tarde da noite, então o convidei para assistir um vídeo aqui em casa. O rapaz tentou se aproximar de mim o tempo inteiro, mas não abri espaço. Ele insistiu tanto que antes dele sair da minha casa, dei um estalinho nele. Pensei em dar uma chance para ele...antes não tivesse.
Marcamos de nos vermos na outra semana. Aí rolou o primeiro beijo...uma coisa meio "eww", mas como eu estava bêbada, relevei. A gente continuou a se encontrar e avançar um pouco "nos degraus"...Ah, mas sei lá, ele me irritava, imitava um cachorro chorando toda vez que eu não o deixava fazer alguma coisa (eu me sentia uma zoófila, sensação horrível), as costas dele eram peludas, enfim. Por outro lado ele era simpático, inteligente e tinha um bom gosto musical. Eu realmente acreditava que a
química entre a gente iria surgir a qualquer momento.

A semente da palhaçada

Eu ia viajar para a casa da minha família hospedeira, para comemorar o natal, em Næs. A família foi antes, de avião, e sobrou para a Isaura aqui ir de trem. A minha mala de estava muito pesada, pois eu ia para Fredrikstad para passar o ano novo com um amigo meu e tinha que levar os presentes para a família e o
meu amigo. Então o rapaz se dispôs a me buscar em casa e levar na estação. Aceitei. No dia da minha viagem eu estava sem grana, então pedi para que ele comprasse para mim um livro e um esmalte. O avisei que iria pagar logo após o meu retorno, ele falou "tudo bem, não tem pressa". Ok. Passou natal, passou ano-novo e voltei para
casa. Ele não me cobrou o dinheiro, não mencionei nada, mas não esqueci. Continuamos nos vendo, mas aí eu já estava ciente de que a tal "química" não iria surgir. Estava eu pensando em um jeito mais sincero de avisá-lo, porém não foi necessário, pois ele me deu um motivo perfeito.

Um Glenn Close

Em uma quarta-feira, depois de um dia inteirinho aturando crianças, tirei o resto do dia para fazer pipoca, assistir TV e descansar. Depois de um banho maravilhoso, estava me preparando para assistir a estréia de "Ugly Betty" na TVNorge...aí a campainha tocou. Como não estava sozinha em casa, achei que fosse visita para uma das meninas que moram comigo, mas qual é a minha surpresa em ver o rapazinho, carne-e-osso, na minha frente? Nossa, fechei logo a cara. Não suporto visita surpresa, principalmente de gente que me conhece há pouco tempo! Tudo bem, ele veio entregar o CD que eu pedi para gravar, mas custava ligar antes? E o rapaz ainda ficou um tempinho na minha casa! Não dei atenção a ele, logo o tonto se tocou e resolveu se retirar. Logo depois liguei para o rapaz, pedindo desculpas pelo meu comportamento, mas explicando que não me sentia confortável com visitas-surpresa. Pedi para ele aparecer aqui em casa em um outro dia. Ali eu já estava determinada a botar os pingos nos is. Quando ele apareceu, a primeira coisa feita por mim, foi sentar com ele e me abrir. Contei que eu não queria tê-lo como um namorado, que nem meus amigos apareciam do nada na porta da minha casa e isso me assustou, que eu só o queria como amigo, coisa e tal. Ele falou que não sabia que estava em um relacionamento (bem, menos mal), porém ele aceitava numa boa. Então fomos assistir TV. Tentei brincar com ele, mencionando o fato de querer raspar as costas dele. O bruto se empolgou todo e não é que ele tentou me beijar? Virei o rosto e estranhei a atitude. Alguns minutos depois, ele se levantou e avisou que iria embora. "Você faz o que você quiser, eu faço o que eu quero", ele me disse. "Então tá, eu apareço na tua casa depois" (estava assistindo o seriado Supernatural).
Depois que a série acabou, fui para a casa dele. Ele me recebe com uma cara de bunda mal-lavada. Perguntei o que estava de errado. Aí começou a ladainha de que "eu não fui específica, que ele não sabia onde estavam as coisas e blá, blá, blá". Uai, como assim? Deixei bem claro, não queria mais nada com ele. Então o bruto mencionou as costas dele e falou que "só faria isso se estivesse em um relacionamento". Então eu disse "está tudo bem, pois eu estava brincando". Fiz uma hora por lá e depois voltei para casa. Ainda tentei continuar a amizade, mas ele sempre me respondia de má-vontade, ou botava a famosa cara de cu mal lavado quando eu o visitava. Aí, desisti.

E a palhaçada brotou!

Tinha se passado quase uma semana desde a última vez que encontrei o palhaço quando recebi o seguinte torpedo: "você sabe que ainda me deve 180 kr". Fiquei um tanto quanto surpresa, pois o cara ganha pelo menos dez vezes mais do que eu e não precisa de uma quantia tão pequena. Faça as contas: eu, como au pair, ganho 3000 kr; enquanto ele ganha 30000 kr. Eu ainda estava com um livro e um DVD dele, mas o rapazinho só fez questão do dinheiro. Mandei um recado, avisando que já pagava no próximo sábado.
Ah, meu amigo, vá dar meia bunda de hora! Mandar torpedinho para cobrar 180 kr é palhaçada! É lógico, o dinheiro é dele e ele faz o que quiser com ele. O que foi escroto nessa situação foi a vingancinha...na cabecinha dele ficou assim: ah, você não quis dar para mim, então paga. Onde um cara com DOIS PCs precisa de uma quantia tão pouca de dinheiro? Contei para a minha host mom e ela riu, surpresa. Disse para eu mandar uma mensagem sarcástica para ele, mas deixei para lá. Ela perguntou se eu ia pagar, afirmei, pois para se livrar de louco, pago o triplo.
No tal sábado encontrei com ele, paguei e fui embora. Nem quis dar trela para ele.

Epílogo

Depois de dias sem ouvir dele, ele me mandou um e-mail me pedindo desculpas por ter agido feito palhaço, porém quis justificar o comportamento infantil com as "minhas decisões"! My ass, amiguinho. Vai para o blog mesmo assim!
O mais engraçado de tudo é que temos amigos em comum, mas só soube disso semana passada. Vi no livejournal dele a "versão" dele para o nosso rolo...patética, claro. Fica a lição: se não faz teu tipo, nem pense em dar moral.

3:04 PM| ------------------------------------------------------------- |